314 páginas
pesquisa, narrativa, documentação e memória.

Pré-venda · AMANDLA Educação Preta
O Livro dos Tecidos Africanos
fios de memória, linguagem e tecnologia
por Dlaman Kobina
Durante muito tempo, olharam para os tecidos africanos e viram apenas estampa. Este livro nasce para mudar esse olhar — apresentando 15 tradições têxteis africanas como memória, linguagem, tecnologia, ciência, espiritualidade, arte, economia, identidade e soberania.
2º Lote da Pré-venda
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+ frete fixo R$15 · total R$110
22 jun → 07 jul
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Pagamento 100% seguro via AMANDLA · PIX, cartão, boleto
Organização editorial da obra
Este não é um livro para ser folheado uma vez e guardado.
É uma obra de travessia, consulta e retorno: daquelas que você abre para ler uma narrativa, depois volta para observar uma imagem, pesquisar um povo, localizar um território, entender uma técnica ou preparar uma aula, uma conversa, uma criação artística, uma investigação.
Em suas páginas, os tecidos africanos aparecem como arquivos vivos de memória, linguagem, ciência, arte, espiritualidade e soberania.
pesquisa, narrativa, documentação e memória.
para preservar a força visual dos tecidos, mapas, imagens e composições gráficas.
que ampliam a experiência de leitura e ajudam a perceber os tecidos em seus contextos históricos, estéticos e culturais.
criadas especialmente para acompanhar as tradições têxteis apresentadas.
estudadas com profundidade histórica, estética, política e cultural.
mostrando que falar de tecidos africanos é falar de circulação, território, fronteiras, encontros e histórias conectadas.
para que os tecidos não apareçam como estampas genéricas, mas como criações de sujeitos históricos concretos.
recolocando os tecidos em histórias de poder, soberania, diplomacia, comércio, espiritualidade e continuidade civilizatória.

Amostra gratuita
Uma amostra cuidadosamente selecionada, com páginas de diferentes capítulos — para você sentir o tom, a profundidade da pesquisa e a força visual da obra antes de garantir o seu exemplar.
Manifesto
Um tecido africano não começa quando alguém olha e acha bonito.
Ele começa no território, na fibra, na lama, na folha, no algodão, no tear, no gesto repetido por gerações e na memória de povos que continuam criando.
Este livro convida você a deixar de perguntar apenas:
“Que estampa bonita é essa?”
E começar a perguntar:
Por que este livro existe
Muitas vezes, os tecidos africanos chegam até nós sem contexto: tudo vira “estampa africana”, “tecido tribal”, referência visual solta. Mas África não cabe nessa simplificação.
Cada tecido tem história, técnica, território, povo, uso social, circulação, disputa, espiritualidade, economia e modo de vida.
O Livro dos Tecidos Africanos existe para devolver nome, história e profundidade ao que foi reduzido a aparência.

15 tecidos
Cada tecido apresentado neste livro abre um caminho.
Alguns levam a mercados, rotas comerciais e tecnologias de produção. Outros levam a reinos, impérios, lutas políticas, ritos espirituais, festas, casamentos, maternidades, funerais, provérbios, geometrias, cores, corpos e memórias familiares.
Aqui, cada tecido é tratado com nome, povo, território, história e densidade.
Moçambique
pano de presença, afeto, maternidade, política e vida cotidiana.
Angola
tecido ligado à identidade nacional, à estética contemporânea e à memória visual angolana.
Gana
tecido de prestígio, realeza, filosofia, provérbios, poder e comunicação visual entre os Akan.
Quênia e Tanzânia
pano que fala por meio de cores, estampas e frases, carregando mensagens, afetos e posicionamentos.
Burkina Faso
tecido associado à soberania, ao trabalho local, à produção nacional e à dignidade coletiva.
Mali
tecido de lama, ferro, plantas, símbolos e conhecimento químico, espiritual e histórico.
África Austral
tecido marcado por circulação, apropriação, reinvenção e presença em diferentes territórios do sul do continente.
Camarões
tecido ligado à realeza, ao prestígio e às identidades culturais dos Grassfields.
República Democrática do Congo
tecido de ráfia, geometria, ritmo visual, abstração e sofisticação artística.
África do Sul
linguagem visual de casas, corpos, mulheres, cores, formas geométricas e afirmação cultural.
Quênia e Tanzânia
tecido associado ao corpo, à presença, à identidade e às transformações culturais dos Maasai.
Madagascar
tradição têxtil atravessada por ancestralidade, ritual, corpo, memória e pertencimento.
Nigéria
tecido Yorubá de prestígio, celebração, família, casamento, ancestralidade e continuidade.
Guiné-Bissau e Senegal
tecido de tecelagem fina, território, diáspora, espiritualidade e transmissão de saberes.
Botsuana
tradição ligada à materialidade, ao corpo, à proteção e aos conhecimentos do sul do continente.
Ao longo da leitura, esses tecidos deixam de ser “estampas bonitas” e passam a aparecer como sistemas de conhecimento.
Por dentro da obra
Este livro fala de tecidos. Mas não apenas de tecidos. Cada capítulo opera em duas frentes: o que você encontrará na leitura — e as camadas que atravessam toda a obra.
Você encontrará
para abrir os capítulos com cena, emoção e memória.
para localizar povos, territórios, impérios, rotas e transformações.
para compreender os tecidos para além das fronteiras políticas atuais.
para ampliar a leitura visual, estética e simbólica.
criadas especialmente para acompanhar as tradições têxteis.
citados ao longo da obra.
para compreender os tecidos em suas disputas históricas, culturais, econômicas e políticas.
envolvendo tecelagem, tingimento, fibras, pigmentos, geometria, engenharia, química, botânica e tecnologia.
uma síntese visual de cada tradição, reunindo povo, território, nomes, materialidade, linguagem, usos, áreas de saber, economia e disputa de valor.
Camadas da obra
porque muitos tecidos guardam histórias que não foram escritas em livros.
porque cores, símbolos, provérbios, padrões e formas de uso também comunicam.
porque fiar, tingir, tecer, calcular e preparar pigmentos são tecnologias.
porque há química, botânica, física, matemática e engenharia nos processos têxteis africanos.
porque muitos panos participam de ritos, passagens, proteções e vínculos ancestrais.
porque todo tecido também pergunta: quem produz, quem vende, quem lucra, quem nomeia e quem narra?
Quem já leu disse
“Você nunca mais usará um tecido africano do mesmo modo.”

Ulisses Passos
Africano nascido em diáspora. Advogado. Mestre em Direito. Pesquisador. Panafricanista.
Para Ulisses, o tecido é "nossa segunda pele": um mapa de identidades que atravessa o continente e a diáspora. Ele afirma que O Livro dos Tecidos Africanos transforma o fascínio pelo belo em ferramenta de propósito afrocentrado.
“Pano é linguagem, escrita, vivência e comunicação.”

Niní Kemba Náyò
Professora, arte-educadora, contadora de histórias pretas e pesquisadora de tecidos africanos há mais de 15 anos
No prefácio, Niní Kemba Náyò apresenta os tecidos africanos como ancestralidade que veste o corpo: fios de memória, história, sabedoria e continuidade. Ela relata não conhecer nenhuma pesquisa sobre tecidos africanos com essa densidade no Brasil.
Primeiras impressões
“Riquíssimo livro!!! Parabéns pelo livro e pesquisa.”
— Maria Ednete Nina
“Livro extremamente necessário! Gratidão!”
— Denise Valencio
“Livro Histórico! Parabéns.”
— Fernanda Gonçalves
História do livro
Começou em uma pergunta: como uma criança negra pode crescer em uma região marcada pela presença negra, próxima ao território Kalunga, e ainda assim atravessar a escola sem conhecer África como grandeza, inteligência, beleza e continuidade?
Anos depois, essa pergunta ganhou corpo em uma travessia. Em 2019, Dlaman Kobina viajou por 44 dias pela África do Sul e por Moçambique — e África deixou de ser tema distante para virar experiência viva. Em um mercado de artesanato em Rosebank, Joanesburgo, um vendedor começou a nomear tecidos que ele ainda não conhecia com profundidade: Bogolan, Kuba, Kente. Aquilo abriu um caminho.
Depois vieram os estudos, os jogos da memória feitos manualmente, as oficinas, os tecidos levados para a escola pública, as crianças tocando, cheirando, observando e criando suas próprias estampas. Veio também o incentivo de Kyas Imani, artista, ilustrador da obra e companheiro de vida do autor, que perguntou: por que não escrever um livro mais aprofundado sobre esses tecidos?
O Livro dos Tecidos Africanos nasce dessa travessia: da pesquisa e da sala de aula, da biblioteca e do mercado, do continente e da diáspora, da infância que não teve acesso a essas referências e das crianças que agora podem conhecer África por outros caminhos.

Dlaman Kobina, infância · Goiás

Para quem é
que desejam conhecer África para além dos estereótipos.
que buscam referências africanas profundas para fortalecer identidade e memória.
que querem trabalhar história e cultura africana com densidade.
que desejam apresentar às crianças uma África viva, potente e criadora.
que não querem usar África como estética vazia.
que precisam ampliar repertórios sobre África.

Sobre o autor
Dlaman Kobina é educador, escritor e pesquisador em educação afrocentrada.
Nasceu em Posse, Goiás, e cresceu em Monte Alegre de Goiás, região do território Kalunga. Mestre em Educação, Linguagem e Tecnologias, atua na escola pública e desenvolve livros, jogos e materiais pedagógicos voltados ao fortalecimento da identidade, da memória e da consciência preta.
Sua trajetória foi profundamente marcada pela viagem de 44 dias à África do Sul e a Moçambique, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Ao retornar, começou a materializar o chamado recebido no continente: contar às crianças sobre a verdadeira África.
Dessa missão nasce a AMANDLA | Educação Preta, iniciativa independente dedicada à produção de materiais didáticos, literários e artísticos sobre história, cultura e filosofia africana.
O Livro dos Tecidos Africanos nasce desse caminho: da viagem, da sala de aula, dos tecidos encontrados em mercados africanos, das crianças que tocaram os panos na escola, das conversas com pessoas negras, da pesquisa feita em camadas, do incentivo de Kyas Imani e da necessidade de transformar memória em obra.
Não como quem observa África à distância.
Mas como quem escreve a partir de uma memória em reconstrução, de uma localização preta e de uma busca por continuidade com aquilo que África produziu e segue produzindo no mundo.
Oferta da pré-venda
Durante a pré-venda, você garante um exemplar físico de O Livro dos Tecidos Africanos com valor especial e benefícios exclusivos.
Livro físico · 314 páginas · 16 × 23 cm
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Livro físico | 314 páginas | 16 x 23 cm
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2º Lote da Pré-venda: de 22 de junho a 07 de julho.
Envios a partir de 07 de julho.
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Por que comprar na pré-venda
Este livro foi escrito, pesquisado, diagramado e produzido dentro de uma realidade independente. A AMANDLA não é uma grande editora, e não há grandes redes de distribuição garantindo que esta obra chegue às pessoas. O que existe é uma comunidade que acredita na importância de criar materiais sobre África com profundidade, beleza e compromisso.
Ao comprar na pré-venda, você fortalece uma produção editorial preta, independente e afrocentrada — e ajuda a viabilizar a circulação de uma pesquisa construída ao longo de anos, que chega a professoras, escolas, famílias, bibliotecas, artistas, estudantes, crianças curiosas e pessoas pretas que precisam de referências mais profundas sobre África.
Você não está comprando apenas um livro. Está ajudando um arquivo africano-diaspórico a circular.
FAQ
Para finalizar
A África escreveu com pedra, barro, ouro, corpo, palavra, canto, ritmo, imagem e tecido. Este livro é um convite para olhar outra vez — para reconhecer nomes, localizar povos, compreender técnicas, perceber tecnologias, sentir memórias e estudar África a partir daquilo que ela mesma criou.
Garanta seu exemplar na pré-venda por R$95 + frete fixo de R$15 para todo o Brasil. Envios a partir de 07 de julho.
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