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O Livro dos Tecidos Africanos, de Dlaman Kobina — exemplar físico

Pré-venda · AMANDLA Educação Preta

A África também
escreveu com fios.

O Livro dos Tecidos Africanos

fios de memória, linguagem e tecnologia

por Dlaman Kobina

Durante muito tempo, olharam para os tecidos africanos e viram apenas estampa. Este livro nasce para mudar esse olhar — apresentando 15 tradições têxteis africanas como memória, linguagem, tecnologia, ciência, espiritualidade, arte, economia, identidade e soberania.

2º Lote da Pré-venda

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22 jun → 07 jul

envios a partir de 07/07

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Organização editorial da obra

Uma obra para ler, ver, estudar e voltar muitas vezes.

Este não é um livro para ser folheado uma vez e guardado.

É uma obra de travessia, consulta e retorno: daquelas que você abre para ler uma narrativa, depois volta para observar uma imagem, pesquisar um povo, localizar um território, entender uma técnica ou preparar uma aula, uma conversa, uma criação artística, uma investigação.

Em suas páginas, os tecidos africanos aparecem como arquivos vivos de memória, linguagem, ciência, arte, espiritualidade e soberania.

314 páginas

pesquisa, narrativa, documentação e memória.

77 páginas coloridas

para preservar a força visual dos tecidos, mapas, imagens e composições gráficas.

73 imagens e fotografias

que ampliam a experiência de leitura e ajudam a perceber os tecidos em seus contextos históricos, estéticos e culturais.

15 ilustrações originais de Kyas Imani

criadas especialmente para acompanhar as tradições têxteis apresentadas.

15 tradições têxteis africanas

estudadas com profundidade histórica, estética, política e cultural.

+ de 30 países africanos citados

mostrando que falar de tecidos africanos é falar de circulação, território, fronteiras, encontros e histórias conectadas.

+ de 20 povos africanos mencionados

para que os tecidos não apareçam como estampas genéricas, mas como criações de sujeitos históricos concretos.

+ de 10 reinos africanos referenciados

recolocando os tecidos em histórias de poder, soberania, diplomacia, comércio, espiritualidade e continuidade civilizatória.

Abertura interna do livro com detalhe de tecido Kuba e a página de título do capítulo

Amostra gratuita

Leia uma prévia do livro.

Uma amostra cuidadosamente selecionada, com páginas de diferentes capítulos — para você sentir o tom, a profundidade da pesquisa e a força visual da obra antes de garantir o seu exemplar.

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Manifesto

Não é estampa. É arquivo.

Um tecido africano não começa quando alguém olha e acha bonito.

Ele começa no território, na fibra, na lama, na folha, no algodão, no tear, no gesto repetido por gerações e na memória de povos que continuam criando.

Este livro convida você a deixar de perguntar apenas:

“Que estampa bonita é essa?”

E começar a perguntar:

Que povo criou isso?
Que tecnologia existe aqui?
Que memória este tecido guarda?
Que África aparece quando aprendemos a ler seus fios?

Por que este livro existe

Chamaram de “tecido africano” aquilo que tem nome, povo e território.

Muitas vezes, os tecidos africanos chegam até nós sem contexto: tudo vira “estampa africana”, “tecido tribal”, referência visual solta. Mas África não cabe nessa simplificação.

Cada tecido tem história, técnica, território, povo, uso social, circulação, disputa, espiritualidade, economia e modo de vida.

O Livro dos Tecidos Africanos existe para devolver nome, história e profundidade ao que foi reduzido a aparência.

Mapa do Têxtil Kuba — uma das sínteses visuais presentes no livro

15 tecidos

15 tecidos. 15 portas de entrada para África.

Cada tecido apresentado neste livro abre um caminho.

Alguns levam a mercados, rotas comerciais e tecnologias de produção. Outros levam a reinos, impérios, lutas políticas, ritos espirituais, festas, casamentos, maternidades, funerais, provérbios, geometrias, cores, corpos e memórias familiares.

Aqui, cada tecido é tratado com nome, povo, território, história e densidade.

Moçambique

Capulana

pano de presença, afeto, maternidade, política e vida cotidiana.

Angola

Samakaka

tecido ligado à identidade nacional, à estética contemporânea e à memória visual angolana.

Gana

Kente

tecido de prestígio, realeza, filosofia, provérbios, poder e comunicação visual entre os Akan.

Quênia e Tanzânia

Khanga

pano que fala por meio de cores, estampas e frases, carregando mensagens, afetos e posicionamentos.

Burkina Faso

Faso Dan Fani

tecido associado à soberania, ao trabalho local, à produção nacional e à dignidade coletiva.

Mali

Bogolan

tecido de lama, ferro, plantas, símbolos e conhecimento químico, espiritual e histórico.

África Austral

Shweshwe

tecido marcado por circulação, apropriação, reinvenção e presença em diferentes territórios do sul do continente.

Camarões

Toghu

tecido ligado à realeza, ao prestígio e às identidades culturais dos Grassfields.

República Democrática do Congo

Kuba

tecido de ráfia, geometria, ritmo visual, abstração e sofisticação artística.

África do Sul

Ndebele

linguagem visual de casas, corpos, mulheres, cores, formas geométricas e afirmação cultural.

Quênia e Tanzânia

Maasai Shuka

tecido associado ao corpo, à presença, à identidade e às transformações culturais dos Maasai.

Madagascar

Lamba

tradição têxtil atravessada por ancestralidade, ritual, corpo, memória e pertencimento.

Nigéria

Aso Oke

tecido Yorubá de prestígio, celebração, família, casamento, ancestralidade e continuidade.

Guiné-Bissau e Senegal

Manjak

tecido de tecelagem fina, território, diáspora, espiritualidade e transmissão de saberes.

Botsuana

Mogagolwane

tradição ligada à materialidade, ao corpo, à proteção e aos conhecimentos do sul do continente.

Ao longo da leitura, esses tecidos deixam de ser “estampas bonitas” e passam a aparecer como sistemas de conhecimento.

Por dentro da obra

Literatura, história e camadas de leitura.

Este livro fala de tecidos. Mas não apenas de tecidos. Cada capítulo opera em duas frentes: o que você encontrará na leitura — e as camadas que atravessam toda a obra.

Você encontrará

  • 01

    Narrativas literárias

    para abrir os capítulos com cena, emoção e memória.

  • 02

    Pesquisa histórica

    para localizar povos, territórios, impérios, rotas e transformações.

  • 03

    Mapas e localização

    para compreender os tecidos para além das fronteiras políticas atuais.

  • 04

    73 imagens e fotografias

    para ampliar a leitura visual, estética e simbólica.

  • 05

    15 ilustrações originais de Kyas Imani

    criadas especialmente para acompanhar as tradições têxteis.

  • 06

    + de 30 países, + de 20 povos e + de 10 reinos africanos

    citados ao longo da obra.

  • 07

    Documentos e referências visuais

    para compreender os tecidos em suas disputas históricas, culturais, econômicas e políticas.

  • 08

    Técnicas de produção

    envolvendo tecelagem, tingimento, fibras, pigmentos, geometria, engenharia, química, botânica e tecnologia.

  • 09

    Mapa do Têxtil

    uma síntese visual de cada tradição, reunindo povo, território, nomes, materialidade, linguagem, usos, áreas de saber, economia e disputa de valor.

Camadas da obra

Memória

porque muitos tecidos guardam histórias que não foram escritas em livros.

Linguagem

porque cores, símbolos, provérbios, padrões e formas de uso também comunicam.

Tecnologia

porque fiar, tingir, tecer, calcular e preparar pigmentos são tecnologias.

Ciência

porque há química, botânica, física, matemática e engenharia nos processos têxteis africanos.

Espiritualidade

porque muitos panos participam de ritos, passagens, proteções e vínculos ancestrais.

Soberania

porque todo tecido também pergunta: quem produz, quem vende, quem lucra, quem nomeia e quem narra?

Quem já leu disse

Quem já leu disse

Você nunca mais usará um tecido africano do mesmo modo.

Ulisses Passos

Ulisses Passos

Africano nascido em diáspora. Advogado. Mestre em Direito. Pesquisador. Panafricanista.

Para Ulisses, o tecido é "nossa segunda pele": um mapa de identidades que atravessa o continente e a diáspora. Ele afirma que O Livro dos Tecidos Africanos transforma o fascínio pelo belo em ferramenta de propósito afrocentrado.

Pano é linguagem, escrita, vivência e comunicação.

Niní Kemba Náyò

Niní Kemba Náyò

Professora, arte-educadora, contadora de histórias pretas e pesquisadora de tecidos africanos há mais de 15 anos

No prefácio, Niní Kemba Náyò apresenta os tecidos africanos como ancestralidade que veste o corpo: fios de memória, história, sabedoria e continuidade. Ela relata não conhecer nenhuma pesquisa sobre tecidos africanos com essa densidade no Brasil.

Primeiras impressões

Quem já conhece a obra

Riquíssimo livro!!! Parabéns pelo livro e pesquisa.

Maria Ednete Nina

Livro extremamente necessário! Gratidão!

Denise Valencio

Livro Histórico! Parabéns.

Fernanda Gonçalves

História do livro

Este livro começou antes de ser livro.

Começou em uma pergunta: como uma criança negra pode crescer em uma região marcada pela presença negra, próxima ao território Kalunga, e ainda assim atravessar a escola sem conhecer África como grandeza, inteligência, beleza e continuidade?

Anos depois, essa pergunta ganhou corpo em uma travessia. Em 2019, Dlaman Kobina viajou por 44 dias pela África do Sul e por Moçambique — e África deixou de ser tema distante para virar experiência viva. Em um mercado de artesanato em Rosebank, Joanesburgo, um vendedor começou a nomear tecidos que ele ainda não conhecia com profundidade: Bogolan, Kuba, Kente. Aquilo abriu um caminho.

Depois vieram os estudos, os jogos da memória feitos manualmente, as oficinas, os tecidos levados para a escola pública, as crianças tocando, cheirando, observando e criando suas próprias estampas. Veio também o incentivo de Kyas Imani, artista, ilustrador da obra e companheiro de vida do autor, que perguntou: por que não escrever um livro mais aprofundado sobre esses tecidos?

O Livro dos Tecidos Africanos nasce dessa travessia: da pesquisa e da sala de aula, da biblioteca e do mercado, do continente e da diáspora, da infância que não teve acesso a essas referências e das crianças que agora podem conhecer África por outros caminhos.

Dlaman Kobina criança — origem da pergunta que deu corpo a este livro

Dlaman Kobina, infância · Goiás

Páginas internas do livro mostrando o capítulo Kuba

Para quem é

Para quem é este livro?

Crianças curiosas, jovens e adultos

que desejam conhecer África para além dos estereótipos.

Pessoas pretas

que buscam referências africanas profundas para fortalecer identidade e memória.

Professoras e professores

que querem trabalhar história e cultura africana com densidade.

Famílias

que desejam apresentar às crianças uma África viva, potente e criadora.

Artistas, designers e criadores

que não querem usar África como estética vazia.

Escolas, bibliotecas, coletivos e pesquisadores

que precisam ampliar repertórios sobre África.

Dlaman Kobina segurando um de seus livros

Sobre o autor

Dlaman Kobina

Dlaman Kobina é educador, escritor e pesquisador em educação afrocentrada.

Nasceu em Posse, Goiás, e cresceu em Monte Alegre de Goiás, região do território Kalunga. Mestre em Educação, Linguagem e Tecnologias, atua na escola pública e desenvolve livros, jogos e materiais pedagógicos voltados ao fortalecimento da identidade, da memória e da consciência preta.

Sua trajetória foi profundamente marcada pela viagem de 44 dias à África do Sul e a Moçambique, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Ao retornar, começou a materializar o chamado recebido no continente: contar às crianças sobre a verdadeira África.

Dessa missão nasce a AMANDLA | Educação Preta, iniciativa independente dedicada à produção de materiais didáticos, literários e artísticos sobre história, cultura e filosofia africana.

O Livro dos Tecidos Africanos nasce desse caminho: da viagem, da sala de aula, dos tecidos encontrados em mercados africanos, das crianças que tocaram os panos na escola, das conversas com pessoas negras, da pesquisa feita em camadas, do incentivo de Kyas Imani e da necessidade de transformar memória em obra.

Não como quem observa África à distância.
Mas como quem escreve a partir de uma memória em reconstrução, de uma localização preta e de uma busca por continuidade com aquilo que África produziu e segue produzindo no mundo.

Oferta da pré-venda

Garanta seu exemplar na pré-venda

Durante a pré-venda, você garante um exemplar físico de O Livro dos Tecidos Africanos com valor especial e benefícios exclusivos.

Livro físico · 314 páginas · 16 × 23 cm

Frete fixo de R$15 para todo o Brasil

Exemplar da 2º lote da pré-venda

Pré-venda

O Livro dos Tecidos Africanos

Livro físico | 314 páginas | 16 x 23 cm

2º Lote da Pré-venda

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2º Lote da Pré-venda: de 22 de junho a 07 de julho.

Envios a partir de 07 de julho.

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Por que comprar na pré-venda

Porque obras independentes precisam de comunidade para circular.

Este livro foi escrito, pesquisado, diagramado e produzido dentro de uma realidade independente. A AMANDLA não é uma grande editora, e não há grandes redes de distribuição garantindo que esta obra chegue às pessoas. O que existe é uma comunidade que acredita na importância de criar materiais sobre África com profundidade, beleza e compromisso.

Ao comprar na pré-venda, você fortalece uma produção editorial preta, independente e afrocentrada — e ajuda a viabilizar a circulação de uma pesquisa construída ao longo de anos, que chega a professoras, escolas, famílias, bibliotecas, artistas, estudantes, crianças curiosas e pessoas pretas que precisam de referências mais profundas sobre África.

Você não está comprando apenas um livro. Está ajudando um arquivo africano-diaspórico a circular.

FAQ

Perguntas frequentes

Para finalizar

Aprenda a ler aquilo que tentaram reduzir a estampa.

A África escreveu com pedra, barro, ouro, corpo, palavra, canto, ritmo, imagem e tecido. Este livro é um convite para olhar outra vez — para reconhecer nomes, localizar povos, compreender técnicas, perceber tecnologias, sentir memórias e estudar África a partir daquilo que ela mesma criou.

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O Livro dos Tecidos Africanos — capa frontal

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